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Em pesquisas feitas nos Estados Unidos demonstraram que os homens
dispõe agora de mais uma razão para evitar alimentos gordurosos, vida
sedentária e cada vez mais, fazer o uso de anti-oxidantes preconizados
pela Medicina Ortomolecular, "a proteção
da virilidade".
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Um estudo publicado pelo American Journal of Epidemiology revelou que
níveis altos de colesterol, além dos já conhecidos malefícios ao
coração, podem também provocar impotência sexual.
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A pesquisa demonstrou que homens com níveis elevados de colesterol são
duas vezes mais propensos a ter dificuldades em conseguir uma ereção
que aqueles com baixos níveis de colesterol.
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Devemos sempre lembrar que quando se fala em colesterol, queremos
salientar os riscos do LDL-Colesterol, especialmente o LDL-Peroxidado,
que é o grande vilão e não do Colesterol Total, que apesar de ser
necessário estar em níveis adequados, é também o precursor dos
hormônios sexuais masculinos e femininos, da vitamina D, participa da
formação da bainha de mielina que recobre os nervos e do sistema
nervoso central, além de outras atuações de relevância no organismo.
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Relembrando sucintamente uma das primeiras noções de Bioquímica na
Medicina Ortomolecular, vamos ver que toda vez que o íon Ferro (Fe³)
reagir com o radical livre Superóxido (Oº-) formará o íon Ferroso (Fe²)
e Oxigênio (O²). Logo em seguida esse íon Ferroso (Fe²) reagirá com
água oxigenada (H²O²) formando novamente o íon Ferro (Fe³) juntamente
com o íon Hidroxila (OH-), que é inerte para o organismo e também o
radical livre HIDROXILA (OHº), este sim, ativo e perigoso pois vai
peroxidar o LDL formando o prejudicial LDL-Peroxidado, que
posteriormente será digerido pelos macrófagos formando as chamadas
Células Espumosas que irão se aderir as paredes dos vasos sangüíneos e
levando a uma posterior obstrução.
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Essa obstrução também, segundo as pesquisas da Duke University (North
Caroline - USA), também ocorre no pênis. Basta pensarmos no pênis como
uma pia que se quer encher. É necessário uma boa torneira para que a
água flua bem e uma boa tampa para impedi-la de sair. No pênis, os
vasos arteriais são a "torneira" e os vasos venosos que bloqueia o
sangue quando o pênis está ereto, servem de "tampa". Estudos
anteriores já haviam demonstrado a relação entre altos níveis de
gordura no sangue e a deterioração da circulação venosa.
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Em pesquisas mais recentes foi demonstrado que vasos penianos
obstruídos por placas de ateroma podem reduzir o fluxo de sangue no
pênis, impedindo assim uma ereção satisfatória, apesar do desejo
sexual estar mantido.
Hoje, cerca de 10 milhões de americanos sofrem de impotência e a
revelação do vínculo entre os níveis do Colesterol LDL, principalmente
os níveis do LDL-Peroxidado, e a impotência sexual pode motivar uma
série de medidas preventivas, que resultaria num sistema vascular mais
saudável, num cérebro mais eficiente e num coração mais vigoroso.
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Com relação as medidas preventivas a Nutrologia Médica e a Medicina
Ortomolecular recomendam uma dieta mais saudável e no tratamento o uso
de anti-oxidantes, sais minerais, aminoácidos como a Arginina, a
Tirosina, a Fenilalanina, ácidos graxos como o Ômega 3, a Ioimbina e
vários fitoterápicos da nossa própria flora.
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Também sempre deve-se solicitar a um paciente com queixas de
impotência sexual, exames como Lipidograma Completo, dosagem de
LDL-Peroxidado ou o Perfil VAP-CAD, glicemia em jejum e hemoglobina
glicada (para excluir-se Diabetes, outra causa importante de
impotência sexual), dosagem de Lipoperóxidos como o MDA (Malon-Dialdeido),
Proteína C-Rativa Ultrassensível, Ferritina além de dosagens hormonais
como da Testosterona livre e total, do DHEA e do S-DHEA, da Prolactina,
Estradiol e Estrona (hormônios femininos) e de outros inerentes.
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Recentemente as autoridades americanas de saúde divulgaram uma nova
tabela com as taxas aceitáveis de colesterol, bem mais rigorosa que a
adotada até então. A primeira lição da tabela é que não existe um
número mágico válido para todas as pessoas. Aqueles que têm mais de um
fator de risco devem redobrar os esforços para reduzir o colesterol.
Isso vale sobretudo para indivíduos com "alto risco", ou seja,
problemas cardiovasculares, diabetes ou qualquer outra condição que
represente 20% ou mais de probabilidade de ataque cardíaco num prazo
de dez anos. A melhor forma de calcular a probabilidade é consultar um
cardiologista e fazer exames. A lista de fatores de risco inclui
predisposição genética a colesterol alto, hábitos como fumar ou levar
uma vida sedentária e problemas como obesidade e stress. Para atingir
os níveis rigorosos da tabela abaixo, além de recorrer a remédios,
como as Estatinas (veja abaixo), recomenda-se mudar a dieta e
praticar exercícios. Acredita-se que a nova tabela não seja a
definitiva: novas pesquisas indicam que valores ainda menores serão
recomendados daqui a alguns anos.
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Tipo de Pessoa |
Sem fator de
risco |
Um ou dois
fatores de
risco* |
Com doenças
coronarianas
ou diabetes |
Mais de dois
fatores de risco |
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LDL (colesterol ruim) |
Abaixo de 160 mg/dl |
Abaixo de 130 mg/dl |
Abaixo de 100 mg/dl |
Abaixo de
70 mg/dl |
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HDL (colesterol bom) |
Acima de 40 mg/dl |
Acima de 45 mg/dl |
.Acima
de 45 mg/dl |
Acima de 45
mg/dl |
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*Tabagismo, hipertensão,
stress, idade (homens: 45 anos; mulheres: 55 anos), histórico
familiar, obesidade e sedentarismo. |
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Alimentos com
efeitos comprovados contra o bloqueio das artérias.
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ALCACHOFRA
Estudos feitos na Alemanha constataram que a cinarina, substância
presente nas folhas da alcachofra, estimula a produção de bile,
ajudando o fígado a diluir o colesterol do sangue. A planta também é
uma boa fonte de inulina, que reduz o nível de LDL.
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ALHO
Uma pesquisa americana concluiu que a ingestão de pílulas de alho por
pessoas com colesterol alto ajudou a diminuir a taxa em 7%. Seu uso em
excesso pode, no entanto, provocar problemas intestinais.
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AVEIA
Cereal de alta qualidade nutricional, é rica em fibras solúveis
denominadas beta-glucanas, associadas à diminuição do colesterol
sanguíneo.
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CANELA
Uma pesquisa feita pelo Departamento de Agricultura dos Estados Unidos
concluiu que a especiaria é responsável pela redução dos níveis de
triglicérides e colesterol no organismo.
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ÓLEOS
Óleo de canola, azeite de oliva, nozes, amêndoas,
castanhas, abacate e azeitonas são fontes de gorduras monoinsaturadas,
que estão associadas com a redução do LDL. Seu alto valor calórico
exige moderação.
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 SALMÃO
E SOJA
Um é rico em ômega-3, gordura poliinsaturada que
aumenta a quantidade de HDL no sangue; o outro tem derivados ricos em
isoflavonas e em uma proteína chamada betaconglicinina. As duas
substâncias atuam na diminuição do LDL e no aumento do HDL. Um dos
componentes da soja, a genisteína, impede a formação de placas nos
vasos.
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UVA
e CHÁ VERDE
As
proantocianidinas, encontradas nas sementes de uva, possuem
propriedades antioxidantes, que ajudam a aumentar os níveis de HDL e
baixar os de LDL. O fruto contém ainda flavonóides, de efeito
antioxidante, que impedem a adesão do colesterol às paredes dos vasos.
O chá verde também tem flavonóides.
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VINHO TINTO
Oferece os benefícios dos flavonóides da uva, mas se
aconselha o consumo de, no máximo, uma taça por dia.
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Então,
o primeiro passo para tratar níveis perigosos de colesterol é uma
dieta balanceada, pobre em gordura de origem animal. Mesmo assim,
certos pacientes, sobretudo aqueles com predisposição genética,
precisam de medicação para reduzir o nível de LDL e aumentar o de HDL.
Na década de 80, surgiram as estatinas, substâncias que inibem a ação
de uma enzima essencial na produção de colesterol pelo fígado.
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Estatinas, a grande surpresa da Medicina.
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Criadas
para combater o colesterol alto, elas se mostram eficazes na prevenção
e no tratamento das mais diversas doenças.
Minúsculas pílulas brancas estão inaugurando uma era na medicina.
Criadas originalmente para baixar o colesterol alto (um dos principais
fatores de risco para infartos e derrames), as Estatinas têm se
revelado uma arma potentíssima, com um poder de alcance muito maior.
Estudos feitos por alguns dos centros de pesquisa mais respeitados do
mundo sugerem que o medicamento pode prevenir e tratar as mais
diversas doenças. Angina, Alzheimer, osteoporose, câncer, esclerose
múltipla... A lista não pára de crescer. Todo dia anuncia-se o
resultado de um novo trabalho científico sobre os efeitos das
estatinas.
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Uma das novidades mais recentes
sobre as Estatinas, pesquisadores ingleses demonstraram que uma
determinada estatina reduz consideravelmente as taxas de incidência e
morte por infarto ou derrame entre diabéticos – mesmo aqueles que não
apresentam excesso de colesterol no sangue. A notícia foi recebida com
muito entusiasmo pelos médicos. Não é à toa. O diabetes e os
distúrbios cardiovasculares estão entre as principais preocupações dos
especialistas em saúde. Poucas doenças crescem num ritmo tão
assustador quanto as duas.
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Lançadas comercialmente em meados
da década de 80, as estatinas causaram uma revolução na prevenção e no
tratamento do colesterol alto, um dos piores inimigos do coração. Até
então, a única arma eficaz contra esse problema era a combinação de
dieta balanceada com exercícios físicos – uma receita que não
funcionava para todo mundo, já que a quantidade de colesterol no
organismo tem um forte componente genético. Antes das estatinas, era
muito mais difícil manter baixos os níveis de colesterol dos
pacientes. Com elas, foi possível atacar o problema de forma
agressiva, mas também bastante segura.
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Muitos já as chamam de "a aspirina
do século XXI". Lançada em 1897, a aspirina era indicada inicialmente
apenas como analgésico. Com o tempo, o remédio feito a partir da casca
de salgueiro provou-se eficaz contra inflamações, doenças do coração e
alguns tipos de câncer, entre outros benefícios. É o mesmo caminho que
começa a ser trilhado pelas estatinas.
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Para entender como elas agem, é
preciso conhecer um pouco o inimigo contra o qual as
estatinas
se lançam ferozmente: o colesterol. Essencial ao bom funcionamento do
organismo, 60% dele é produzido principalmente no fígado. Os outros
40% vêm dos alimentos de origem animal. O colesterol é usado na
formação das membranas da célula, na produção da vitamina D e na
síntese de vários hormônios. Há dois tipos de colesterol: o HDL e LDL.
O primeiro é o "colesterol bom", que remove o excesso de gordura da
circulação sanguínea. O outro é o "colesterol ruim", que deposita
gordura na parede das artérias, o primeiro passo para o entupimento
delas. Na tentativa de se livrar dessas placas, o sistema imunológico
organiza um contra-ataque, o que desencadeia um processo inflamatório.
Quanto mais inflamada, maiores são os riscos de a placa explodir e
obstruir uma artéria.
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As
estatinas atuam em várias frentes. Inibem a ação de uma enzima
essencial à produção de colesterol, o que acaba por reduzir os níveis
de LDL no sangue. Elas aumentam ainda o descarte do colesterol ruim
pelo fígado. Além disso, o remédio funciona como antiinflamatório,
evitando o rompimento das placas de gordura. Esse efeito foi
comprovado em meados dos anos 90. Ao acompanharem pacientes com algum
risco cardiovascular, os pesquisadores notaram que quem tomava
estatina apresentava níveis menores da proteína C-reativa
ultra-sensível, considerada um importante indicador de doenças do
coração. Quanto maiores os níveis da proteína, maior é a probabilidade
de ocorrência de infartos e derrames. As estatinas reduzem, em média,
30% a morte por essas causas. Outra característica do remédio que
contribui para tal resultado é o seu poder anticoagulante. Ele diminui
o ritmo de aglutinação das plaquetas sanguíneas. Quanto mais intenso
esse processo, maiores são os riscos de formação de coágulos, que
podem levar também ao entupimento arterial. Cerca de 90% dos pacientes
respondem muito bem ao tratamento.
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Ainda não foi completamente
desvendado como as estatinas ajudam a
prevenir
e tratar outros males. Em alguns casos, como o do diabetes, a proteção
oferecida pelo medicamento está claramente associada à redução dos
riscos cardiovasculares (veja quadro). Em outros, supõe-se que as
estatinas ataquem a raiz do mal. É o caso da doença de Alzheimer, que
se caracteriza pela morte dos neurônios, em decorrência do depósito de
placas tóxicas de proteína no cérebro. Como o colesterol está
envolvido na formação dessas placas, é de esperar que a redução de
seus níveis baixe também a quantidade de placas. Por seu poder
anticoagulante, as estatinas facilitariam também a irrigação cerebral,
mantendo a saúde dos neurônios. Os efeitos podem se estender ainda a
outras doenças, como os cânceres de fígado, próstata, mama e
intestino. Nesses casos, os médicos não têm a menor pista do mecanismo
de ação do remédio. Os indícios de que ele pode funcionar para esses
doentes baseiam-se apenas na observação de que pacientes em tratamento
com alguma estatina apresentam riscos menores de vir a desenvolver
esses tumores.
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Apesar de todos os possíveis
benefícios, as estatinas têm efeitos colaterais e não devem ser
tomadas indiscriminadamente pois elas podem prejudicar o trabalho de
uma proteína responsável pela contração muscular. Quando isso
acontece, o paciente apresenta dores musculares, de intensidade
variável. Nos casos mais graves, as fibras musculares são destruídas.
Essa destruição promove a liberação de uma outra proteína, que se
acumula no rim e pode levar à insuficiência renal. As estatinas podem
também, por motivos ainda desconhecidos, alterar o funcionamento do
fígado. Essas reações adversas fizeram com que uma estatina, a
cerivastatina, lançada no início da década de 90, fosse retirada do
mercado em 2001. Cerca de 100 pessoas morreram vítimas de falência dos
rins. Esses quadros, no entanto, são muito raros. Mais comum é o
desconforto abdominal provocado pelo remédio.
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A história da descoberta da
estatina lembra muito a da penicilina. Em 1928, sem querer, o
bacteriologista escocês Alexander Fleming viu que uma substância
produzida por fungos era bactericida. Nascia assim o primeiro
antibiótico, a penicilina. Em 1971, o microbiologista Akira Endo,
pesquisador do laboratório japonês Sankyo, estava em busca de um novo
antibiótico quando observou que certos fungos também eram capazes de
produzir um potente inibidor da produção de colesterol. Ele funciona,
descobriu-se, como uma defesa contra predadores herbívoros – ao
ingerirem tais fungos, os animais podem morrer, já que a redução de
colesterol neles, causada pela substância inibidora, é muito acentuada
e leva a uma pane no sistema metabólico. Endo isolou e analisou esse
composto, a partir do qual foi sintetizada em laboratório uma molécula
que daria origem à matriz das estatinas. A primeira a ser lançada foi
a lovastatina, em 1987. A última a chegar ao mercado brasileiro, neste
ano, chama-se rosuvastatina. O princípio de todas é basicamente o
mesmo. O que muda são determinadas características, que garantem uma
potência cada vez maior e efeitos colaterais menores. O
desenvolvimento de novas estatinas é praticamente ilimitado, assim
como o leque de doenças que elas podem ajudar a combater.
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TAMBÉM PARA
DIABETES
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Estudo sobre os efeitos de uma
estatina em diabéticos leva a uma mudança no tratamento da doença que
afeta 170 milhões de pessoas. O tratamento do diabetes passa por uma
grande transformação. Da alçada da endocrinologia, a doença será de
agora em diante considerada também uma especialidade da cardiologia.
Essa ampliação é decorrente da estreita relação entre o diabetes e os
distúrbios cardiovasculares, e da descoberta de que uma determinada
estatina pode trazer enormes benefícios aos doentes. O diabetes
caracteriza-se pelo excesso de glicose no sangue – a glicose é um tipo
de açúcar que serve de combustível para os mais de 100 trilhões de
células do organismo. Tal desequilíbrio costuma lesionar gravemente
todos os órgãos e tecidos do corpo, especialmente os vasos sanguíneos.
E artérias comprometidas são o primeiro passo para infartos e
derrames. Isso porque as lesões, causadas nos diabéticos pela glicose,
facilitam o depósito de gorduras e outras substâncias em suas paredes,
o que pode levar a entupimentos e rupturas não raro fatais. Os riscos
de um diabético ser vítima de distúrbios cardiovasculares são de duas
a quatro vezes maiores que os de um não-diabético. Para se ter uma
idéia mais precisa do que isso significa, basta dizer que 65% dos
diabéticos são acometidos por um problema desse tipo. É espantoso que
muitos médicos ainda não vejam seus pacientes diabéticos como
pacientes cardiovasculares, pois a maioria ainda dos Médicos se
preocupa sobretudo com as taxas de glicose no sangue, sem levar em
conta que ela é tão importante quanto a avaliação dos riscos para o
coração.
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Médicos ingleses da University
College London mostraram que doses diárias de Atorvastatina reduzem
drasticamente a probabilidade de um diabético vir a sofrer de um
distúrbio cardiovascular. O estudo, batizado de Cards, é o maior já
feito sobre os efeitos do remédio em pessoas com diabetes. Durante
dois anos, foram acompanhados quase 3.000 homens e mulheres, entre 40
e 75 anos, portadores do diabetes tipo 2, a versão mais comum da
doença, e pelo menos um fator de risco para infartos e derrames, como
tabagismo e hipertensão. Outra condição exigida era que os
participantes apresentassem taxas consideradas normais de LDL, o
colesterol ruim, e triglicérides. Com a ingestão de atorvastatina, a
incidência de infartos e derrames caiu cerca de 40% e a mortalidade em
conseqüência desses problemas foi reduzida 30%. Os resultados
positivos foram tão impressionantes que o estudo foi interrompido dois
anos antes do previsto. Em suas próximas diretrizes, que devem ser
anunciadas em janeiro, a Associação Americana de Diabetes recomendará
que todos os diabéticos com mais de 10 anos de idade tomem estatinas
diariamente – mesmo aqueles que não têm histórico na família de
doenças cardiovasculares ou que não apresentem colesterol alto.
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São vários os mecanismos que
explicam os benefícios do remédio para os diabéticos. Por causa das
lesões nas artérias provocadas pelo excesso de glicose, o depósito de
gordura à base de colesterol nas paredes arteriais é muito mais
intenso entre os diabéticos do que entre as pessoas que não têm a
doença. Os diabéticos também são bem mais suscetíveis à inflamação
dessas placas – e, quanto maior a inflamação, maiores são os riscos de
obstrução arterial. Os diabéticos apresentam ainda tendência maior à
aglutinação das plaquetas sanguíneas, o que aumenta os riscos de
coágulos e, com isso, de entupimento das artérias. Por todos esses
motivos, os diabéticos precisam manter os níveis de LDL abaixo do
considerado normal. E a melhor arma para isso são as estatinas, que,
além de agir contra o colesterol, têm ação antiinflamatória e
anticoagulante.
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Há duas versões de diabetes. O tipo
1 é o mais raro (10% dos casos) e agressivo. A medicina o define como
uma doença auto-imune, em que o sistema imunológico ataca e destrói as
células do pâncreas produtoras de insulina, o hormônio que serve de
chave para a entrada de glicose nas células. Suas vítimas têm de tomar
várias picadas de agulha durante o dia, para medir as taxas de glicose
no sangue e injetar insulina. Sem as doses de hormônio artificial,
elas simplesmente não sobrevivem. É o tipo 2, no entanto, que mais
preocupa os médicos. Associada aos piores hábitos da vida moderna, a
doença cresce assustadoramente. Em 1990, segundo a Organização Mundial
de Saúde, os doentes somavam 80 milhões de pessoas no mundo. Hoje são
170 milhões. Até pouco tempo atrás, o tipo 2 se manifestava sobretudo
em pessoas com mais de 45 anos – e, por isso, era conhecido pelo nome
de "diabetes senil". Hoje, ele aparece em quem está na faixa dos 30
anos e já há vários registros de adolescentes com o problema. O
principal fator de risco para o mal é a obesidade. O excesso de tecido
adiposo aumenta a resistência do organismo à ação da insulina. O
resultado é o acúmulo de glicose na corrente sanguínea.
Metade da população mundial está acima do peso. Isso equivale a 3
bilhões de pessoas. Cerca de 50% delas vivem sob risco de desenvolver
doenças associadas à obesidade, como o diabetes tipo 2. Uma das
principais preocupações dos especialistas é em relação ao ritmo de
engorda das crianças. Um trabalho apresentado no congresso da
Associação Americana de Diabetes avaliou a saúde de 1.700 meninos e
meninas entre 13 e 14 anos. A maioria tinha um ou mais fatores de
risco para diabetes. Muitos apresentavam ainda colesterol acima do
nível normal. No Brasil, a incidência de sobrepeso e obesidade entre
crianças também começa a chamar atenção. Se nada for feito, boa parte
delas pode vir a desenvolver o que os médicos classificam de síndrome
metabólica, um pacote que engloba pressão alta, colesterol e
triglicérides alterados, diabetes tipo 2 e obesidade. Ou seja, serão
fortes candidatas a infartos e derrames.
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Este artigo não
pretende a prescrição ou indicação de medicamentos. Se você
apresenta algum dos sintomas citados procure um Médico pois nada
substitui uma consulta com um Médico especializado, pois tanto
para a mulher como para o homem, a avaliação Médica e
especialmente a Terapia Ortomolecular tem que ser individualizada
e só deve ser prescrita por Médico Especialista, e que para se ter
uma base do que se vai indicar para um paciente é necessário fazer
uma minuciosa anamnese clínica, avaliar o estado psico-emocional
do paciente e fazer um estudo pormenorizado com exames
laboratoriais, inclusive Ortomoleculares como o Teste do Cabelo (Mineralograma) e
outros através de sangue, urina e fezes. |
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